Sandra Antónia, toda a vida sonhou com o dia em que compraria a sua limousine. Como a vida não permitiu e os rendimentos não são os que almejou, poupou, esmifrou-se, e alugou o belo carro branco para, qual princesa montada no seu corsel, visitar a cidade natal conduzida por um motorista de farda preta.
Ninguém precisa de saber, afinal Lisboa fica longe da interioridade de uma terra como o Soito, e os vizinhos não adivinham que se empenhou para assim viajar.
Não faz mal, afinal não importa ser, mas parecer! (ou aparecer).





