Antigamente, antes da Amália nascer, nesses tempos tão distantes que já nem me lembro como eram, eu tinha tempo pra escrever um post todos os dias, ver algumas coisas na net, trabalhar, arrumar a casa, enfim, tudo o que tento fazer hoje em dia e que é completamente impossível! Pessoas sem filhos, perguntam-me: "como é que não tens tempo, todo o dia em casa?" Nem respondo...
Assim, venho eu aqui, hoje, sexta-feira, comentar a feira de Sábado no Príncipe Real.
Do ponto de vista do convívio foi óptimo, é sempre bom rever pessoas, falar com imensa gente ao mesmo tempo, enfim, arejar. Já do ponto de vista comercial, foi um desastre, para não falar do quase sentimento de culpa que se apodera de mim quando os potenciais clientes me lançam um olhar de reprovação quando eu digo o preço das peças. Fico com a sensação que estava na feira errada. Pelo trabalho, materiais e carácter único das peças, não consigo vender pechinchas, e parece que é isso que o público procura. Claro que há excepções, e sabe muito bem ouvir : "Já conheço o teu trabalho, gosto muito do que fazes.", isto faz valer o dia.
Fica uma sugestão para as organizadoras, se forem mais criteriosas na selecção dos expositores, talvez não haja uma mistura tão anárquica de produtos, que no entender de um visitante que falou comigo (e também no meu), torna esta feira semelhante à feira da ladra. Não valeria a pena reflectir sobre isto?