quinta-feira, maio 26, 2005

Alcofa

surpresa!
Estendendo a minha colorida plantação de flores para outros suportes, surge agora a alcofa! Uma apropriação do artesanato tradicional que anda tão perdido. Ao viajar pelo país vejo que a meia de lã de ovelha, típica da Serra da Estrela, também é típica de Reguengos de Monsaraz ou de outra terra qualquer, é tudo igual em todo o país. Não são valorizados os trabalhos próprios de cada zona, e até mesmo a palavra artesanato, serve para apelidar quase tudo, até algumas criações "Made in China". Eu decidi ir ao único vendedor de cestos sobrevivente em Setúbal, e usar as alcofas que me acompanham desde a infância. Esta, tem uma surpresa no interior, a outra, só mostro amanhã!!! Vão estar à venda na Feira dos Sonhos, no próximo Sábado, no Príncipe Real.

4 comentários:

Sonia disse...

Já tenho tudo planeado, se nao for trabalhar no sábado, ja sei onde vou com o meu maridocas gastar € e passear ;)

beijinhos grandes!

Anónimo disse...

FEIRA DOS SONHOS para serem vendidos muitos sonhos e muitas
realidades.

sonia disse...

brilhante!

Micaela F. disse...

O problema está na falta de amor ao que é português. Esquecemo-nos de tal maneira o que nos caracteriza como povo e cultura ao aceitarmos outras culturas no nosso país que o artesanato português actualmente se encontra em declínio. As pessoas que sabiam a arte não encontraram a quem passar o conhecimento e muitas coisas típicas nossas morreram com eles. Há uns meses fui a Covilhã e deparei-me com uma mostra de artesanato português. Pouca coisa era tipica nossa mas estavam lá duas pessoas,com uma idade seriamente avançada, que faziam coisas tipicas da região. O senhor, devia ter os seus 80 e tal anos fazia as cesta em verga com uma mestria que a pessoas vizeram uma roda á volta da sua banca para ver o trabalho e a senhora fazia lindos tapetes com aquele tipo de tear de madeira que o meu pai se lembra de ver na casa da minha Bizavó: aqueles teares enormes que ocupam uma sala. Após alguns dedos de conversa com ela disse-me que ninguém na vila dela queria saber de tear e que aquilo provavelmente morreia com ela . è uma pena ver os traços do artesanato morrer desse modo. Isso leva-nos a homogenização que tu falaste: tudo é igual em todo o lado e já nada é verdadeiramente o artesanato português.